Platão e a Retórica de Filósofos e Sofistas
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Neste livro, a professora Marina McCoy examina o tratamento de Platão a respeito da retórica de filósofos e sofistas por meio de uma análise temática de seis diálogos, incluindo Apologia, Protágoras, Górgias, A República, Sofista e Fedro.
A autora argumenta que Platão apresenta tanto os filósofos quanto os sofistas como figuras difíceis de ser separadas, na medida em que ambos se utilizam da retórica como parte de seus argumentos.
Platão não apresenta a filosofia como livre da retórica; ao contrário, demonstra que a retórica é parte integral da prática da filosofia. No entanto, o filósofo e o sofista se distinguem pelo amor do primeiro pelas formas, como objeto supremo do desejo.
É este amor que modela a retórica do filósofo, usada por ele para levar seus companheiros a melhor compreender seus desejos mais profundos.
A obra de Marina McCoy é de interesse para filósofos, classicistas e especialistas em comunicação, tendo em vista seu tratamento cuidadoso e abrangente da filosofia, da sofística e da retórica, tais como são retratadas pela teatralidade dos diálogos.
A autora: Marina McCoy é professora adjunta de filosofia na Boston College. Ex-bolsista do National Endowment for the Humanities, publicou artigos em diversos periódicos, incluindo Ancient Philosophy e Philosophy and Rhetoric.
Neste livro, ela examina a distinção entre o filósofo e o sofista em seis dos diálogos de Platão, com especial atenção às diferenças entre a retórica filosófica e sofística.
E explica: Primeiro, argumento que o tratamento de Platão a respeito de Sócrates em conversas com sofistas e retóricos indica que ele pensava a distinção entre o filósofo e o sofista como difícil. Não há um método ou modo de discurso único que separa o filósofo do sofista.
Não se pode simplesmente afirmar que o filósofo é lógico enquanto o sofista é ilógico, que o filósofo usa a razão pura sem atenção à retórica enquanto o sofista persuade sem atender à razão, ou que o filósofo tenha um método bem-sucedido de falar enquanto o sofista carece de um. Tampouco os sofistas são consistentemente apresentados como desinteressados no conhecimento ou como moralmente corruptos.
Os significados dos termos filósofo e sofista eram discutidos na época em que Platão escreveu. Para ele, a afirmação de que Sócrates é um filósofo em vez de um sofista é uma declaração normativa em vez de meramente descritiva.
Autora: Marina McCoy
232 págs.
16 x 23 cm
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Nota: Ruim Bom
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